Rio na Veia

A Copa que não passa na TV

sábado, 12/junho/2010 · Deixe um comentário

Bem amigos do Copa na Veia. Eeepa, corta essa ! Isso você não vai ver por aqui.

Copa na Veia entra no ar aos 13 minutos do dia 13, por ordem do nosso editor chefe, Zagallo.

Mas isso não significa que acreditamos em crendices e criaturas lendárias, como boitatá, mula-sem-cabeça, Dunga e Galvão Bueno. Nós acreditamos em reza forte e Julio Cesar.

Nossos comentaristas, os Vuvuzelos Surdos, todos os dias vão cornetar tudo sobre a Copa que não passa na TV.

Vamos te levar para a Geral dos campos da África, vamos nos misturar ao povo do Soweto, vamos sambar até de manhã e colocar na roda aquele ananzito chamado Diego.

Porque todo mundo tenta, mas só o Brasil é penta desta quermesse chamada Copa do Mundo. É Copa na Veia, mermão!

Sente o clima.

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É Copa na Veia, mermão!

sábado, 12/junho/2010 · Deixe um comentário

Durante 1 mês, a galera do Rio na Veia vai cuidar da Copa do Mundo da África do Sul. Não a Copa que passa na TV, mas uma Copa de verdade!

É Copa na Veia, mermão! Acompanhe em http://copanaveia.wordpress.com/.

Ou aqui mesmo! A bola rolou…

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Rio na Veia Social

Domingo, 14/março/2010 · Deixe um comentário

O carioca é muito social… O Rio na Veia também!

 

 

 

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Feliz Aniversário, Rio!

segunda-feira, 1/março/2010 · Deixe um comentário

A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completa 445 anos de idade em 1º de março de 2010. Parabéns a todos os cariocas. Viva Estácio de Sá!

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Na contramão da folia

Quinta-feira, 18/fevereiro/2010 · Deixe um comentário

Ele é escritor e fotógrafo. Autor do romance “O adorador” (2007), Zeca Fonseca escreveu também a crônica “Alegria Fantasiada”, publicada originalmente no carnaval de 2008. Na contramão da folia, Zeca vê um outro lado da aventura momesca que todo ano para o Rio de Janeiro. Pra ele, contrariamente à multidão que seguiu as centenas de blocos durante os últimos dias na cidade, o carnaval é um saco!

O Rio na Veia acha um saco a falta de opinião. Por isso, publica a opinião do Zeca. E entende que uns gostam de carnaval. E outros não. Assim, polêmica, a vida fica bem mais interessante…

Com a palavra, Zeca Fonseca. Depois, quem tiver  opinião.

                                              Alegria fantasiada

O carnaval é um saco!

Uma festança generalizada prevista para durar quatro dias. É também a coisa mais chata que existe para quem detesta folia. Pessoas estão doentes, deprimidas, tristes ou apenas sem alegria. São mulheres e homens incapazes de viver uma data tão festiva. Sem fantasias para cobrirem suas feridas abertas.

Fluidos negativos ziguezagueiam nesta época do ano. O Rio de Janeiro fica repleto de foliões, pra lá de animados, vindos dos mais variados pontos do Brasil e do planeta. E, não podemos esquecer, temos aqui problemas graves. A violência continua latente, apesar de rolar um certo cessar fogo histórico durante o carnaval. Uma cidade não pode ser maravilhosa sem paz. Tentar disfarçar o mau funcionamento desta metrópole, sitiada, é como cobrir com glacê um enorme bolo solado.

No Rio, o carnaval é uma festividade de alto risco. Virou banalidade a proliferação de balas perdidas e de doenças contagiosas. São muitas as moléstias que se pode contrair alegremente.

O que importa é a diversão. Eu sei. Mas não passa pela minha cabeça ir para a rua, e misturar-me àquela alegria artificial e imperativa. Não sou contra a alegria, quero apenas frisar que existem infelizes.

Vamos pensar: o que faz um infeliz, sozinho, no carnaval?

Os alegres, as colombinas bêbadas e os pierrôs drogados, refestelam-se nos blocos como almas penadas. Procuram alguma coisa que desconhecem. Talvez a morte. Mas, como é carnaval, ela está fantasiada de vida.

O mais incrível é que nos blocos que eles se arrastam, todos estão vividamente fantasiados por fora, mas falecidos por dentro. Seguem com suas carcaças requebrando ao som do tamborim, ignorando que fazem parte de um cortejo fúnebre, onde o final não é um enterro e sim uma grande ressaca. A sociedade se prepara para a diversão e esquece seus problemas.

Este período carnavalesco é um hiato no fluxo de lama diária que se deposita na conta de cada pessoa, feliz ou infeliz. O carnaval funciona como uma descarga ao jogar para longe toda a podridão indesejável. Mas não adianta. É como uma anestesia onde o efeito dura quatro dias. Depois, acaba. Existe alegria. Mas soa falsa. Uma miragem ambulante que ilude a todos nós. Inclusive a mim.

Na quarta-feira de cinzas, depois que toda poeira de coliformes fecais ressequidos abaixar, a nossa vida voltará a ser a mesma coisa de antes. Continuaremos atraídos por nós mesmos. Qualquer reflexo nos encanta. A nossa imagem, impressa no espelho, revela que somos perfeitos espantalhos. Espantamos o que resta de nós, naquilo que vemos refletido.

Quanto mais me olho no espelho, menos vejo quem realmente sou. Possuo algum tipo de melancolia crônica de origem, totalmente, desconhecida. Nem me preocupo mais. Quero ficar bem, mas não forçarei a barra para parecer feliz. Assumirei que estou em outra vibração.

Não me deixarei seduzir pela boiada feliz, rumo ao pasto de bosta em que se transforma o Rio no carnaval. Pastam no asfalto sujo e relincham de prazer.

Eu, assim como muitas pessoas, descansarei. Lerei muito e escreverei um pouco. Verei filmes; os cinemas ficam mais vazios e as locadoras oferecem promoções irresistíveis. Passearei na orla da lagoa ou na areia da praia; observarei as pessoas que estiverem lá. Serão semelhantes meus. Do contrário, estariam dormindo.

Terei sempre à mão a programação dos blocos de carnaval. E o mapa da cidade para facilitar a minha fuga, caso resolva sair de casa.

Hei de sobreviver na contramão desse carnaval.

Zeca Fonseca

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Carnaval de rua do Rio de Janeiro

segunda-feira, 15/fevereiro/2010 · 1 comentário

Precisa explicar o que é?

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Onde andam vocês, antigos carnavais?

sábado, 13/fevereiro/2010 · 1 comentário

“Vem, meu amor, manda a tristeza embora,
é carnaval, é folia, neste dia ninguém chora…”

O Rio na Veia abre alas para a maior festa popular do Rio e apoia o resgate de todas as tradições…

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Imaginô? Agora Amassa… e ganhe uma camiseta do bloco

Quarta-feira, 27/janeiro/2010 · Deixe um comentário

Pra aliviar um pouco o clima do post anterior, vamos falar de coisas mais amenas: festas e presentes, por exemplo.

O Carnaval está chegando. E, com ele, uma enxurrada de blocos de rua, uma tradição carioca recuperada fortemente na última década. Um deles é o Imaginô? Agora Amassa, que todo ano percorre ruas do Leblon, no sábado pré-carnavalesco.

Você veste a camisa de algum bloco do Rio? Quer vestir em 2010? O RnV pode te ajudar. É bem fácil.

Conte alguma coisa que você conheça sobre a turma do Imaginô: qual o trajeto do bloco, os sambas enredos dos anos anteriores, o nome dos artistas que desenharam as camisetas do grupo, ou qualquer outra história envolvendo seus desfiles ou ensaios. Mande até uma foto sua dentro do bloco. Aquele que demonstrar a maior intimidade com o Imaginô ganha a camiseta 2010 pra tirar onda no desfile desse ano. Combinado?

Respostas aqui nos comentários do site, em nossa página do facebook ou pelo e-mail rionaveia@gmail.com. Mas seja rápido porque o Carnaval está chegando e o bloco já vai sair…

Já se Imaginô de camisa nova? Agora Amassa e participe!

Ah! O samba desse ano é em homenagem a Nelson Rodrigues! Vai treinando.

Ouça aqui e decore a letra logo abaixo:

Pelo buraco da fechadura: o Imaginô canta o que viu 
  

‘A partir do Méier começo a ter saudade do Brasil’
Hoje sigo firme para o mar a imaginar
Se há outro caminho pra tomar
‘Sem alma não se chupa um chicabon’
Perdi o tom do meu samba enredo
Pela fechadura espiei (o quê? o quê?)
A vida que é vivida em segredo
 
‘Nem água ao cretino fundamental’
Se ‘o brasileiro é um feriado’
O Imaginô? Agora Amassa! é o carnaval
 
A bonitinha é ordinária de novo!
Onde é que ela tá? Nos braços do povo!
Boca de Ouro! Chegou! Chegou!
É sacanagem o carnaval do Imaginô!
 
É de Canal 100 a domingueira
À sombra das chuteiras imortais
Família, virtude brasileira
Nem todos os desejos são normais
 
Saudade do cronista tão ‘imoral’
Que na prosa foi genial
De um Rio que não volta mais
Morrer e ganhar na loteria, deixa pra lá
Mais que fina ironia, é Sobrenatural
 
Imaginô? aplaudiu, multidão despertou
Quando o pano subiu começou nossa felicidade
Engraçadinha, diz pra que tanto beijo no asfalto
Já não sabe o que quer
A vida como ela é!

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Minha alma canta…

Domingo, 24/janeiro/2010 · 8 comentários

O RnV é, antes de tudo, um espaço democrático. Recebemos o e-mail de um carioca que, digamos, não é lá muito fã de nossa cidade. Decidimos reproduzi-lo na íntegra para mostrar outro ponto de vista sobre o Rio e os Cariocas. Um ponto de vista meio mal-humorado, é verdade. Porém, uma opinião. Não nos parecendo uma manifestação agressiva e despropositada, mas, como o próprio autor anuncia, tratando-se apenas de um desabafo, resolvemos abrir o espaço para o texto que se publica a seguir.

Não é preciso dizer que o mesmo espaço estará aberto para todas as outras manifestações contrárias ou favoráveis ao conteúdo publicado. Também consideramos ser evidente que a mensagem enviada não representa, de forma alguma, a opinião do site Rio na Veia.

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CARTA ABERTA AO SITE RIO NA VEIA e outros do gênero.

“Minha alma canta…”

Tô de saco cheio do Rio de Janeiro!

Meu nome é José Armando, tenho 32 anos, e, pra minha felicidade, há 5 deixei a cidade do Rio pra morar bem longe daí.

Sou carioca, sim, pois nasci no Rio, não posso negar. Mas não esse tipo de carioca meio caricato: queimadão de praia, que fala uma porção de gírias, se acha melhor do que os outros brasileiros, pensa que vive na melhor cidade do mundo e, agora, mais ainda, com essa história de Olimpíadas, não para de falar do seu umbigo. Basta ver a quantidade de sites na internet (o Rio na Veia é só um exemplo) que, nos últimos meses, foram criados pra exaltar as belezas e os encantos do Rio e de seu povo. Ah! Que povo maravilhoso…

A cidade é bonita? Pode ser. Pra quem ainda não se esforçou em olhar para os lados, uma notícia: muitos outros lugares no mundo também são fantásticos, ok? E o povo do Rio? Deixe-me dizer uma coisa: eu tenho vergonha de dizer que sou carioca. Não acho nada bacana que me considerem marrento, mal educado, desorganizado. Não gosto do estilo de vida do jeitinho, da bagunça, do remendo, do contrabando. Considero uma pobreza de espírito essa ideia de que tudo no Rio é lazer, é diversão, é aventura…

Há um narcisimo pedante tipicamente carioca. Pode ser que nem todos sejam assim e eu esteja cometendo uma grande injustiça com muitos. Mas não estou me referindo a cada carioca individualmente, e sim ao conjunto. E, sinceramente, pra mim, o conjunto é pobre.

Embora a cidade conviva há anos com um nível inaceitável de violência, com a desordem generalizada e com um crescente empobrecimento cultural, político, econômico e social, sem perspectiva de melhorar, muito pelo contrário, está lá todo mundo a cantar em verso e prosa que o Rio de Janeiro continua lindo.

É exatamente isso que já me encheu o saco! Encheu, não. Já explodiu!

O Cristo é uma das 7 maravilhas do mundo, o Maracanã é o maior, o carnaval é a grande festa popular do globo terrestre, as mulheres são as mais lindas do planeta, blá, blá, blá… Tudo que se refere ao Rio é um verdadeiro espetáculo da natureza, não é? Dá um tempo pra mim…

Cansei! É a minha opinião. Não espero que publiquem meu e-mail em seu site. Certamente não concordam com o que digo. A maioria das pessoas que se desse o trabalho de ler esse desabafo provavelmente atacaria raivosamente essa opinião diversa, o que representa o padrão de manifestação de um povo que se já não se comporta bem com o vizinho de porta ou com o torcedor do próprio time, que dirá com um desconhecido…

Era mais ou menos isso que eu tinha a dizer. Desculpem-me a franqueza, mas acho que um site que se dispõe a falar sobre as coisas do Rio e de seu povo, sob diversas perspectivas, deve entender que existem muitas maneiras de se interpretar uma mesma obra de arte (?).

Atenciosamente,

José Armando, nascido no Rio de Janeiro.

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Achados e Perdidos – RnV

Terça-feira, 5/janeiro/2010 · Deixe um comentário

O nosso poetinha Vinícius de Moraes eternizou a ideia de que a vida é a arte do encontro, apesar dos desencontros. Pensando nisso, o Rio na Veia resolveu criar a sua sessão de Achados & Perdidos, na qual os cariocas poderão, com a ajuda de outros cariocas, procurar coisas, pessoas ou lugares perdidos por aí ou informar sobre aquilo que por acaso foi parar na sua mão e não lhe pertence.

Não lembra o nome de um lugar que costumava frequentar na infância? Quer saber o nome da menina do metrô que você encontra todo dia de manhã? Esqueceu o nome do professor de ciências que cantava durante as aulas da escola? Encontrou um relógio novinho no banco do ônibus? Comeu um petisco delicioso numa birosca escondida que ninguém conhece?

Essa é a idéia do Achados & Perdidos – RnV. Encontros, descobertas, novidades, colaboração e uma mãozinha dos amigos. Escreva para rionaveia@gmail.com, descreva o que você achou ou perdeu e, certamente, os cariocas vão te ajudar a encontrar alguma coisa.

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