Rio na Veia

Trocando uma Ideia com Pedro Scripilliti

quarta-feira, 9/dezembro/2009 · 1 Comentário

O carioca Pedro Scripilliti é ex-atleta de wakeboard, participa de alguns campeonatos periodicamente, mas hoje é free rider. Ele trabalha com wake desde 1999, e já foi presidente da ABW – Associação Brasileira de Wakeboard. Desde 2005, Pedro está envolvido na organização do Carioca de Wakeboard. Em 2010, com a reorganização da Federação Carioca do esporte, ele será o presidente e buscará atuar em prol do esqui aquático com o intuito de fazer crescer o esporte.

Pedro troca uma ideia com o RnV para promover a Copa Cedae Lagoa Limpa, etapa do Campeonato Carioca de Wakeboard que ocorre no próximo fim de semana, dias 12 e 13 de dezembro, a partir das 9 hs, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Para ele, essa etapa é um marco. Pela primeira vez uma empresa como a Cedae investe no esporte, apostando na oportunidade de mostrar o resultado da recuperação da qualidade da água da Lagoa. Além disso, ele vê o momento como favorável para que a Rodrigo de Freitas alcance o posto de maior cartão postal do Rio e se consolide como a casa do wakeboard.

Mais detalhes sobre o evento em http://www.wakerj.com.br. Foto abaixo clicada por André Magarão.

RnV: Pedro, você pode nos contar um pouco sobre a história do wakeboard no Rio de Janeiro, qual o custo médio para praticar o esporte, e que tipo de benefícios à saúde o wake oferece?

Pedro Scripilliti: O wake, apesar de um esporte caro, traz muitas vantagens para o corpo e a mente. Primeiro, pelo contato direto com a natureza, o que é sempre bom pra mente. Segundo, porque trabalhamos várias partes do nosso corpo, como o abdome, pernas e braços, o que ajuda a desenvolver boa musculatura. Para iniciar, é possível e ter aulas alugando o material com os professores na Lagoa Rodrigo de Freitas, o que diminui o custo inicial. Assim, o praticante pode ter certeza se gosta do esporte para, depois, investir em um equipamento próprio.

RnV: Qual é a situação atual, em termos profissionais, da prática esportiva de wakeboard no Rio de Janeiro? O que há para se destacar em termos de conquistas e o que ainda é preciso fazer pelo maior desenvolvimento do esporte em nossa cidade?

Pedro Scripilliti: O wakeboard no Rio tem apenas um atleta profissional. O que falta aqui é uma boa lancha para treinamento e investimento da iniciativa privada. É um esporte plástico, que dá boa visibilidade e qualquer patrocinador adoraria ter sua marca associada ao wake, ainda mais estando na Lagoa, um cartão postal do Rio. Foi pensando nisso que, a meu ver, a CEDAE investiu no circuito carioca, apoiando a prática do esporte e provando mais uma vez que está engajada com a limpeza da Lagoa.

RnV: Quando pensamos no wake como atividade de lazer, ou não competitiva, qual é o perfil dos praticantes cariocas do esporte e quais os principais pontos, além da Lagoa, mais adequados para o treinamento?

Pedro Scripilliti: No Rio temos a Lagoa Rodrigo de Freitas e a de Marapendi, que hoje está impraticável para o esporte devido aos condomínios da Barra, que jogam detritos no local. Na Lagoa, com o novo sistema de elevatórias da Cedae, tudo melhorou. O perfil dos atletas é o de pessoas que curtem boardsports e a prática de atividades radicais. Porém, qualquer pessoa está apta a fazer wakeboard desde que sempre use ítens de segurança como o colete salva-vidas e seja bem orientado por um profissional/professor experiente.

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1 resposta Até agora ↓

  • wilton vacari // domingo, 13/dezembro/2009 às 16:58 | Responder

    valeu pedro pelas dicas.
    sou praticante amador do esporte e estive presente hoje no evento na lagoa.
    espero que ano que vem aconteça mais competiçoes por aqui e vamos torcer para aparecer mais investidores no esporte aqui pelo rio de janeiro. Um abraço!

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