Rio na Veia

Entradas categorizadas em ‘Rio pra poucos’

Rio Pra Poucos – As Palmeiras do Aterro

Quinta-feira, 5/novembro/2009 · 3 comentários

palmeiras5

O frenesi do ir e vir do Aterro do Flamengo nem sempre permite aos mais apressados apreciar um raro e belo momento da natureza, o florescer da palmeira Talipot (Corypha umbraculifera).

Não é muito comum a floração. Normalmente, ocorre quando a palmeira alcança de 40 a 70 anos. Infelizmente, esse fenômeno também indica que ela começará a morrer.

palmeiras1

A palmeira Talipot é originária da Índia e do Sri Lanka e foi trazida para o Brasil por Burle Marx. E é na CIDADE MARAVILHOSA que se encontra o maior número de exemplares desta exuberante Palmeira.

Agora, quando você passar pelo Aterro do Flamengo, deixe de lado o MP3, o blackberry, o laptop, as notícias do mercado financeiro, a reunião que te espera, e contemple as palmeiras que estão localizadas em frente ao número 200 da Praia do Flamengo e entre o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Monumento aos Pracinhas.

Antes que seja tarde demais.

palmeiras2

 

Conheça outros lugares do Rio pra poucos.

Cadastre-se aqui para receber em seu e-mail as novidades do RnV.

Categorias: Rio pra poucos

Rio Pra Poucos – Palácio Gustavo Capanema

segunda-feira, 19/outubro/2009 · Deixe um comentário

mec7

Nem tão escondido, mas pouco conhecido. Na avenida Graça Aranha, entre as ruas Araújo Porto Alegre e Santa Luzia, no centro da cidade, está o Palácio Gustavo Capanema, conhecido como o prédio do MEC pelos cariocas, pois ali funcionou o Ministério de Educação e Cultura antes da capital se mudar para Brasília.

mec1

O prédio é uma verdadeira galeria de artes a céu aberto, construído entre os anos de 1937/1945, considerado um ícone da arquitetura moderna brasileira e mundial e projetado por um time de arquitetos de peso. Liderado por Lúcio Costa, esse time era composto por Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Jorge Moreira, Affonso Eduardo Reidy e Ernani Vasconcellos, e inspirado pelo famoso arquiteto Le Corbusier.

mec5

Pra completar, um grande número de obras de arte: pinturas de Portinari, Guignard e Pancetti, painéis de azulejos de Portinari e Paulo Rossi Osir, jardins projetados por Roberto Burle Max e esculturas de Jacques Lipchitz, Alfredo Ceschiatti, dentre outros.

mec6

A edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Curiosidades:

Existem dois painéis de azulejos de Portinari, um voltado para a avenida Graça Aranha e o outro para a parte interna da edificação, para os pilotis, ambos com motivos marinhos.

Dizem que depois de parcialmente colocados, inúmeros azulejos foram retirados por não apresentarem um resultado estético satisfatório, já que o material retirado mostrava o desenho de um peixe com a caricatura do rosto do então ministro de educação, Gustavo Capanema. Ah! Os azulejos retirados estão guardados, até hoje, nos depósitos do MEC.

Verdadeiro ou Falso?

mec8

 

Conheça outros lugares do Rio pra poucos.

Cadastre-se aqui para receber em seu e-mail as novidades do RnV.

Categorias: Rio pra poucos
Etiquetado: , , , , , , , , ,

Rio Pra Poucos – Casa de Banho de D. João VI

Quarta-feira, 14/outubro/2009 · 1 comentário

Quem olha essas fotos acha que está numa dessas cidades históricas que conserva sua arquitetura colonial. Esta construção, no entanto, é a Casa de Banho de Dom João VI, hoje museu da Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro, e está logo ali, no bairro do Caju, mais conhecido pelo maior complexo de cemitérios da cidade.

A Casa de Banho de D. João VI foi construída em 1810 pela família Tavares Guerra. Era uma das raras residências situadas às margens da praia do Caju, local onde humildes casebres eram ocupados por pescadores.

Reza a história que o Rio de Janeiro do início do século 19 era uma cidade infestada por carrapatos, mosquitos e outros insetos, que não poupavam nem mesmo os integrantes da família real portuguesa. Dom João VI foi um dos que mais sofreram. Uma ferida na perna, fruto da mordida de um carrapato, infeccionou e ele teve que buscar ajuda.

Para tratar a saúde, foram recomendados a Dom João VI banhos de mar. De São Cristóvão, onde morava a família real portuguesa, até o Caju, havia um caminho fácil de ser percorrido.

O Caju era um balneário, com muitos terrenos à beira de uma Baía de Guanabara ainda limpa. O mar batia na beira da casa que até hoje está preservada como um símbolo da história do Rio.

A Casa de Banho de Dom João VI está situada à Rua Praia do Caju, 385 – Caju.

 

Conheça outros lugares do Rio pra poucos.

Cadastre-se aqui para receber em seu e-mail as novidades do RnV.

Categorias: Rio pra poucos
Etiquetado: , , , , , , , ,